Montanha Mágica
São Paulo, segunda-feira, 7 de setembro de 2009.

Visão


Teu olhar
no meu olhar.

Teu sorriso
no meu olhar.

A desejar o momento
da doçura do teu beijar.

A recalcitrância do teu não
no meu obsidiante sim.

por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador
São Paulo, sábado, 1 de agosto de 2009.

Rasos


Olhos negros
a refletir todo tom
triste ou alegre
da doçura ao azedume.

Cintilando cada nuance de ti...

Fizeram-me refém
do fulgor terno
do marejar triste
da ira ciumenta.
por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador
São Paulo, sábado, 4 de abril de 2009.

Macht


Não é por aí
Com esses teus olhos rasos
enormes, claros, expressivos
com essas tuas marcas, sorrisos, quadrados
estes teus ossos, crassos,
tuas faces longas, estreitas.
Fazem-me sentir saudades e a repulsa de ti.
Pois de ti fizeste-me teu súdito: do teu amor — que sempre fora unicamente meu.
E do teu destempero, inimigo, refém dele.
Livro-me de ti, das tuas faces expressivas.
Amo à outra.

Marcadores: ,

por postado por Fabrício Barros às | 3 Comentários
separador
São Paulo, quarta-feira, 17 de dezembro de 2008.

Alferes, tenente, capitão: Wedelmann


Sr. Asch: O seu capitão Wedelmann, com a noiva...

Kowalski: Como? Tem outra? Olhem-me para isto! Gostava de ser tão bem lançado como ele para o amor verdadeiro. Esse nunca faz nada pela metade, quer se trade de nazismo, de guerra ou de miúdas. Tudo ou nada. Para a eternidade ou então nem o dedo mínimo. O capitão e a sua última noiva de guerra.

08/15, A Derrota, p. 128

Marcadores: ,

por postado por Fabrício Barros às | 1 Comentários
separador
São Paulo, quarta-feira, 5 de dezembro de 2007.

Estação


Para ir e vir.
E extasiar-se.

Marcadores: ,

por postado por Fabrício Barros às | 2 Comentários
separador

Arquitetura



É belo, é humano.

Marcadores: , ,

por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador

Bayer


Restam poucos.
Derredor, demolido.

Marcadores: ,

por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador

Começo


Começou aqui.
Há quatro séculos e meio.
E não vai parar.

Marcadores:

por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador

Hitcher


A própria morte.

Marcadores: ,

por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador

Amizade


Não são amigos.

Marcadores: ,

por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador
São Paulo, terça-feira, 16 de outubro de 2007.

20 Minute Loop


The Name

Often people ask us what “20 Minute Loop” means, and because it alludes to something a bit obscure, it might behoove us to provide a little explanation. On private jets, the length of time on a digital cockpit voice recorder (CVR) that elapses before the recording begins to overlap and erase itself—an audio snake eating its tail—is twenty minutes. On commercial aircraft, the length of time on the CVR is thirty minutes. This way, there will always be roughly half an hour of cockpit conversation recorded in the unfortunate event of a crash. What we say before we die is very important to those who survive us. Famous last words are always famous, and everyone hopes that the dying will say something pithy and conciliatory, something that might suggest (we shiver with horror as we use this wretched word) closure. In the case of the CVR, investigators hope a revelation will emerge, a key to the crash; they carry the indestructible box—the “black box” that is more often orange—away from the twisted metal and carnage like a sacred reliquary. Too often, however, the pilots’ voices betray nothing but their terminal proficiency mixed with a touch of animal fear and a heavy dose of frustration for not being able to control the flying beast. Often they are eerily calm, transmitting their imminent doom to air traffic controllers who helplessly watch a green blip descend on a black screen.

This digital loop, this endless recording that awaits a disaster, is part of our mortal expectancy. Michel Montaigne wrote: “we prepare ourselves against the preparations of death.” He probably wasn’t thinking of a jumbo jet when he wrote in the Renaissance, but we can enjoy larger meanings, we hope, without feeling too ambitious. We are not scared of dying; we’re scared of its anticipation.

When we performed with I Am the World Trade Center and Smokey Hormel in 2002, a young man from the first band asked us (before he had heard our music) if we used a lot of tape loops and samples, as our band name implies. The simple answer is: No. But our sets usually run about half an hour, if not shorter, and this, of course, is the same length of time found on the CVR, and we do play the same songs, with some variation, from show to show and set to set, so maybe we do perform a kind of endless loop or sample of music that the audience rarely notices. Pop music, after all, is nothing if not repetition awaiting a disaster. Repetition is pleasurable and deep, just like the three-year-old who wants to read the same Maurice Sendak book over and over and over again, ritualizing the page-turning, the anticipation of wild things lurking in the paper leaves, mouthing the words along with the parent who feels anxious having to read this damned book one more time, only to cherish and preserve the battered copy once the child has grown older and moves on to richer repetitions that don’t include the parent.

So, like everything else, 20 Minute Loop refers to the lovely repetition of life that can never quite escape its expectancy of death. Aren’t you glad you asked?

Mais informações em www.20minuteloop.com

Marcadores:

por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador
São Paulo, terça-feira, 25 de setembro de 2007.

sorver


tão sem jeito
esse coração teu,

pouco comedido, precipitado
afeito apenas àquela

enxerga nela a margarida
fosse naquela flor, dantes amarela, vibrante

nas tuas madeixas, no teu olhar de menina
no refletir insinuante, te escapo aos braços

não chegas às notas altas,
às falas articuladas, ponderadas, cristalinas

mesmo a dizer não, tu percorre-me os ouvidos
no telefone, no curto recado do telemóvel

nas tuas imagens
nas tuas composições

dizes ainda que falta muito
para que vá onde queres

fica cá, ambivalente
a percorrer-me a memória

apenas um pouco de ti
teu calor, pudores

anseios teus
similares aos que construí

aqui, sem ajuda
para mim, apenas

sem nunca consultar a ti
a quem quer seja

vens, agora
não te vá, é tarde

esperançoso que queiras
dá me convites, vou

ora finjo esquecer
teimosamente.

mas estou cá,
com esses olhos de cão

seguindo, aproximando
rosnando e mordendo

o tempo todo
cenho franzido, rude, ressentido da tua falta

grosseiro de não chegar a ti
arrogante, farta-me de tanto saber

que desejo teu afagos
e minhas mãos, quentes de ti

das mechas até envolver-te
até tomar teu corpo, com força

a roubar teus lábios
sorvê-los.

Marcadores: ,

por postado por Fabrício Barros às | 2 Comentários
separador

escrevinhar


"Sou capaz de escrevinhar insolentes missivas e azucrinar o mais pacato dos cristãos, seja ele juiz de direito ou um bárbaro teutão."

Marcadores:

por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador

o mau


Clint Eastwood

Marcadores:

por postado por Fabrício Barros às | 0 Comentários
separador
São Paulo, domingo, 23 de setembro de 2007.

Teus timbres


Nouvelle Vague
20 Minute Loop
Delgados
Não bastam.
Quero aí ouvir a tua voz,
a narrar-me tuas histórias
a cantar-me tuas notas
a sussurrar nos meus ouvidos

Teus Timbres

Marcadores: ,

por postado por Fabrício Barros às | 1 Comentários
separador

Visite

adelaide blogger play camila chuva imóvel ensino.blog.br fui ver: cristina george belasco & o cão andaluz incrise sarah mandou um beijo totalidade

Últimas postagens

Visão Rasos Macht Alferes, tenente, capitão: Wedelmann Estação Arquitetura Bayer Começo Hitcher Amizade

Arquivos




Assinar
Postagens [Atom]


Add to Technorati Favorites

This page is powered by Blogger. Isn't yours?






Assinar: Postagens (Atom)
Creative Commons License

Este blog está licenciado sob uma Licença Creative Commons
Design por