Não de todas elas, é evidente. Mas especialmente de um tipo que tenta imitar as revistas em papel, até com um irritante barulho quando se clica para virar a página. Normalmente elas não têm problemas de conteúdo. Até saudei o surgimento de uma há pouco menos de um ano. Tratava de esportes e poderia ser baixada em formato PDF aos mesmo tempo em que convivia com essa versão que tem os irritantes barulhos de página.
Mas o que irrita ainda mais é a cópia de um formato ultrapassado, que é as da revistas em papel, no ecrã, tela, do computador. Isso é uma estupidez sem tamanho. Quando estou no computador, quero poder copiar o texto, citá-lo, selecioná-lo, mandar pelo comunicador, etc. Portanto, o melhor meio de exibir o texto para o usuário será numa interface desenvolvida em html.
Não, mas essa gente costuma ser demasiado imbecil. Faz a revista numa plataforma tosca, bonitinha porque antiquada ou, no linguajar tacanho deles, vintage. Ora merda, o público não quer saber de coisas bonitinhas, quer coisas que funcionem.
Não, essa gente coloca a revista em formato flash, eu não posso copiar, sequer selecionar um texto. E se me dão a opção de baixar o texto, será naquela formato estúpido chamado pdf, pesado e bem pouco usável, se bem que já é um avanço sobre o flash.
Mas eu desisto antes e recomendo que façam o mesmo. Boicotem gente estúpida na internet. A estupidez deles limitam sua experiência como usuário. Esse tipo de gente castradora não vale o ar que respira.
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Não gosto
Da expressão coisa de pele que quer indicar proximidade, intimidade, traquejo com algo. Lugar comum tosco, e que sempre me traz à mente a noção de que para ser íntimo de algo, tenho que ter o contato carnal, pele à pele. Parvoíce em grande estilo: um tipo paga pelos serviços de uma prostituta e teria essa coisa de pele? Expressão ao gosto de jornalistas, espécie de gente a quem foi ensinado comunicar, mas nunca a eles ensinaram o que comunicar.
Aliás, é um espetáculo cômico quando alguém me diz que fez comunicação social. Fico encantado, porque ele teve de fazer um curso para fazer o que as pessoas fazem o tempo todo pelo menos desde os dois anos de idade, que é a comunicação, que só pode ser social pois sempre é direcionada ao outro.
Não gosto, também, de pessoas que usam termos deslocados de seu contexto de significação. Não que eu seja um tipo demasiado reflexivo, mas é que a falta de reflexividade, a falta de cuidado, de critério numa dada comunicação me é completamente desgastante.
E, engraçado, normalmente ela é feita por esses tipos intelectualmente nanicos que dizem ter feito a chamada comunicação social. A comicidade é garantida. O tipo vai e diz que está a ofender a cidade. Hã? A palavra não cabe.
Não se ofende uma cidade ou qualquer outra organização política ou geográfica, como um País ou Estado, se bem que, a depender de certas políticas internacionais, os países possam se tornar sensíveis via serviço diplomático e barrar a entrada de algum crítico. Ó, achamos a palavra adequada! Eu não posso ofender uma cidade, porque afinal de contas, a palavra não cabe: a cidade não tem uma honra subjetiva, não tem uma personalidade, não irá se melindrar. No entanto, posso criticá-la, apontar seus defeitos, quaisquer eles que sejam, o que mormente é feito de maneira objetiva e, possivelmente, não preconceituosa.
Arre, essa gente sem modos. Erros de tradução, quer dizer, tradução criativa ou mesmo preguiçosa também me aborrecem deveras.
Aliás, é um espetáculo cômico quando alguém me diz que fez comunicação social. Fico encantado, porque ele teve de fazer um curso para fazer o que as pessoas fazem o tempo todo pelo menos desde os dois anos de idade, que é a comunicação, que só pode ser social pois sempre é direcionada ao outro.
Não gosto, também, de pessoas que usam termos deslocados de seu contexto de significação. Não que eu seja um tipo demasiado reflexivo, mas é que a falta de reflexividade, a falta de cuidado, de critério numa dada comunicação me é completamente desgastante.
E, engraçado, normalmente ela é feita por esses tipos intelectualmente nanicos que dizem ter feito a chamada comunicação social. A comicidade é garantida. O tipo vai e diz que está a ofender a cidade. Hã? A palavra não cabe.
Não se ofende uma cidade ou qualquer outra organização política ou geográfica, como um País ou Estado, se bem que, a depender de certas políticas internacionais, os países possam se tornar sensíveis via serviço diplomático e barrar a entrada de algum crítico. Ó, achamos a palavra adequada! Eu não posso ofender uma cidade, porque afinal de contas, a palavra não cabe: a cidade não tem uma honra subjetiva, não tem uma personalidade, não irá se melindrar. No entanto, posso criticá-la, apontar seus defeitos, quaisquer eles que sejam, o que mormente é feito de maneira objetiva e, possivelmente, não preconceituosa.
Arre, essa gente sem modos. Erros de tradução, quer dizer, tradução criativa ou mesmo preguiçosa também me aborrecem deveras.
por Joachim Ziemssen
às
20:13
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